segunda-feira, 28 de maio de 2018

"FICOU MUITO CLARO PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA QUAL É A ALIANÇA PELO IMPEACHMENT: REÚNE CORRUPTOS, TORTURADORES E TRAIDORES DA PÁTRIA"

Vigésimo-quinto mês,
Ano III do Golpe de Estado: ditadura de MiSheLL Temer


LULA LIVRE



Título: Jandira Feghali dixit, 2016, no Dia da Vergonha Nacional na Câmara dos Deputados.
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Em uma coisa os debilóides dos golpistas estavam certos, & infelizmente tenho de admitir: o Brasil não é a Venezuela.

A Venezuela tem a gasolina mais barata do mundo, tem presidente eleito & não é capacho de outro país. 

Eles estavam certos, os golpistas.

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Gente de bom-senso está feliz com essa greve dos caminhoneiros; gente sem bom-senso está feliz com essa greve dos caminhoneiros.

Um desses dois grupos está sendo ingênuo.

O grupo que está sendo ingênuo é o das pessoas de bom-senso.

Os caminhoneiros têm direitos, como todo mundo (ou deveriam ter; com Parente ninguém terá, anyway, com a exceção de riquíssimos investidores internacionais), & têm razão de reclamar esses mesmos direitos.

Mas há que se observar: 

1) A imprensa golpista está do lado deles;

2) A polícia & o exército estão do lado deles;

3) Figuras midiáticas acéfalas estão do lado deles;

Como diria Master William, "há algo de podre no reino da Dinamarca".

Não foram chamados de "vagabundos" nem de "vândalos" por impedir que o dia-a-dia do trabalho corresse normalmente (isso SEMPRE acontece quando estudantes, militantes de esquerda, ou movimentos de sem-terra páram alguma rua, avenida ou estradinha).

Pior, eles apenas cortaram o abastecimento de rigorosamente TUDO no país, que parou & virou os filmes de MAD MAX (que todo mundo sabia que era o destino do Brasil golpista em algum ponto).

A polícia não encheu essas pessoas de porrada.

A imprensa não sujou a imagem delas com ofensas. 

Au contraire, eles são "heróis".

Um dos pontos que podem ilustrar o perigo & a aberração da resposta do aparato midiático & militar é o seguinte: essa é uma categoria de direita. Não estou dizendo direita tipo FHC, estou dizendo direita que desce do Bolsonóia para ditadura militar.

Pedem "intervenção militar", uns tantos deles. 

As pessoas sensatas, sentindo que o liliputiano usurpador, aprendiz de ditador, talvez receba o que merece, um chute no traseiro para longe da cadeira usurpada (& de preferência para a cadeia), aderiram ao oba-oba da supergreve.

Erro.

O objetivo dessa supergreve, que tem a bênção dos militares & da mídia, é a "eleição" de outubro. 

E o resultado pode ser:

a) "Cancelada a eleição por extrema instabilidade institucional no país";

b) "Cancelada a eleição direta no país, por extrema instabilidade institucional; haverá eleição indireta para indicação de nome substitutivo & provisório, de dentro do colegiado";

c) "Cancelada a eleição de outubro a perder de vista, que agora quem ocupa o poder somos nós, os fardados, para pôr ordem nessa baderna";

d) "Vai ter eleição, porque a greve foi tão extrema que o brasileiro imbecil agora está determinado a eleger o maior escroto do planeta, um fascista descerebrado, defensor de torturador, um ratão que nunca fez absolutamente NADA pelo país que não fosse defender o ódio, a violência (incluindo violência sexual) & todo tipo de preconceito".

Esse é o desfecho desejado & planejado para a "greve" dos caminhoneiros. 

Mesmo a maior parte da categoria deles não sabe que esse é o objetivo. 

Estão sendo usados pelo complexo midiático-militar (& civil, de um bando de riquíssimos empresários, & de intervenção da inteligência estrangeira, que está dirigindo o espetáculo desde as preparações do Golpe de 2016).

O perigo nunca foi tão grande. Mas há mais que se comentar.


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Há quem realmente ache que Lula sairá da prisão antes das eleições.

Não, ele não sairá.

Como disse acima, é até duvidoso que aconteçam eleições como as conhecíamos, porque parece que as pessoas ainda não têm a clareza de perceber o que digo há 3 anos: isto é uma ditadura.

E, supondo que haja eleições, depois delas só existe uma chance de Lula sair da prisão antes de estar morto: se ganhar um candidato, ou candidata, de esquerda, que lhe dê um indulto presidencial ou remonte revolucionariamente a "justiça", que ponho entre aspas porque também deveria ser óbvio que hoje não existe mais no país; se houvesse, todo o gabinete golpista, incluindo aquele ridículo nanico liliputiano, estaria preso por numerosos crimes, incluindo o de lesa-pátria.

E Lula estaria livre. 

SE houvesse justiça.

E não vai ganhar a eleição nenhum candidato de esquerda, & não vai ganhar porque o Golpe, ao tomar o poder, foi direto cortar os gastos com políticas sociais por 20 anos.

Repito meu corolário de 3 anos atrás: ninguém que vá ficar 2 anos no poder implementa uma política, aliás contrária à vontade pública, que se projeta 20 anos no futuro. Isso se faz quando se supõe ficar no mínimo esse tanto no poder.

A tendência é a de que Lula apodreça na prisão por um crime que não cometeu. 

Milhões vão morrer com ele, assassinados pela nova ditadura, seja pelo descaso proposital das novas políticas, seja por ação direta de um golpismo criminoso, com desdobramentos bem pavorosos ainda por nos surpreender.

Ministro do STF Teori Zavascki morto na queda do avião em Paraty; incêndio destruindo prédio ocupado por gente sem-teto no centro de São Paulo & matando meia centena de pessoas; execução de Marielle & de ainda outro vereador no Rio ocupado militarmente; tiros contra a caravana de Lula & contra o acampamento cívico contra sua prisão; a própria prisão de Lula, a maior aberração pseudojurídica posterior à ditadura civil-militar de 1964-1985.  

Esses são só uns poucos dos casos mais aberrantes, desde o Golpe de Estado, levados sem seriedade alguma, por quem quer que seja, dentro ou fora do aparato dito "jurídico" desta República dos Bananas.

Algum desses casos foi esclarecido? Culpados foram levados à, ah-ham, "justiça"? Versões oficiais foram decentemente questionadas? 

Nope. Perdão, há algumas exceções, natürlich. Uma delas, muito consistente, é a Mídia Ninja:




Estamos vivendo aquele terror ditatorial, já. E vai piorar. É matemática simples, & Lógica 101. É FUNDAMENTAL resistir.

É difícil, complica a vida? sim. Mas não pode ser de outra forma. 

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Reassisti ao filme Inside Job (Trabalho interno, 2010), documentário sobre a crise de 2008 das hipotecas, transformada em crise financeira mundial.

Quando assistia ao filme no ano da estréia, eu, assim como todos os que o resenharam (& mesmo quem o roteirizou & dirigiu), não percebemos uma coisa fundamental que ao reassistir ficou clara.

Nota-se a perplexidade de alguns congressistas durante os interrogatórios dos executivos de grandes bancos & agências de investimento, quando esses homens riquíssimos (& evidente & abertamente criminosos) dão desculpas esfarrapadas para os atos de crime financeiro cometidos.

Há perplexidade quanto ao fato de que muitos deles foram recompensados ao invés de punidos, & estranhamento de que o governo os salvasse quando insolventes (como o governo golpista daqui fez, por exemplo, com a dívida bilionária de um banco conhecido pelas propagandas televisivas de sua preocupação quentinha & familiar com você, povo brasileiro).

Na época parecia apenas que se tratava do velho esquema de que, se você é grande demais, ninguém vai deixar você cair, ou que os ricos se protegem, etc. 

Essas coisas são verdades, mas não ver além delas é uma cegueira de que todos fomos culpados.

Fomos culpados pela nossa ingenuidade, a ingenuidade de não ver nisso um plano

É como a então ministra francesa, Christine Lagarde, que lembra de uma conversa com Henry Paulson, então Secretário do Tesouro estadunidense, quando tentou avisá-lo de que todos percebiam o tsunami de crise econômica se montando, & a resposta desse também ex-banqueiro do Goldman Sachs foi que "tudo está sob controle", & deixou acontecer (& considere que Lagarde é de direita, & hoje encabeça nada mais, nada menos, que o FMI).

Pensou-se aqui & ali que ele dizia uma besteira, que estava sendo relaxado com uma ganância endêmica da qual fazia parte, ou que estaria lá só para permitir que seus semelhantes saqueassem uma riqueza pública.

Errado.

Todos estavam tranquilos porque de fato tudo estava sob controle: desejavam a crise.

Nenhum deles ficou sequer menos rico ou está preso. Alguns voltaram a trabalhar com o governo, indicados pelo executivo. Nenhum governante daquele período foi julgado por crime de guerra, crime contra a humanidade. Pegaram alguns peixes pequenos para oferecer bodes expiatórios à turba & ficou por isso mesmo. 

Foi essa a crise que repercutiu nos países ditos "em crescimento". 

Chegou aqui apenas em 2013. Foi usada, aqui como em outros países, como um modo de desequilibrar o estado nacional, os governos de centro-esquerda & se criar uma agitação antidemocrática, que colhemos hoje, em 2018 & já antes em 2016 & 2017, como fascismo popular, maduro & pronto para o consumo sanguinário.

A crise não iria derrubar os EUA ou algum país europeu igualmente forte. Não derrubaria o Japão. Não derrubaria nenhuma moeda fundamental ao equilíbrio financeiro mundial. 

Mas tinha o necessário não apenas para encomendar extrema concentração de renda nesses lugares, mas para também enviar ondas de choque às economias crescentes, que sentiriam maior impacto.

Durante o fim do primeiro governo & o começo do segundo de Dilma Rousseff o impacto se fez sentir. 

Paus mandados da cúpula financista do mundo - as duas casas do congresso brasileiro - fecharam as portas a qualquer medida que aliviasse o impacto da crise, para que se pudesse usar o argumento para uma eventual derrubada da presidente & implementação de um governo de saqueadores a serviço do capital transnacional.

Derrubada que custou mais do que isso: 

1) custou o emprego de uma peça descartável, o Edu Cu; 

2) custou um empenho jamais visto da Rede Golpe (& as peças acessórias na mídia impressa & online) em fazer o que sabe fazer melhor: a lavagem mental para o "efeito manada", descrito por um de seus dirigentes; 

3) custou agitação estrangeira semelhante à da "Primavera árabe" para desestabilizar a população, instaurar um ambiente divisivo que acabaria por autodestruir o país; 

4) custou a Lava Jato, uma operação falsa, facciosa, fingidamente jurídica, para enquadrar lideranças & movimentos populares sob a desculpa esfarrapada de agir contra a "corrupção" política, desculpando ou liberando os maiores corruptos & corruptores para entroná-los em posições de governo ou legislação, sorrindo com eles em fotos famosas, indo prestar contas aos chefes no exterior, como fez o juizinho Mordor.

Edward Snowden demonstrou como a espionagem a Dilma Rousseff e à Petrobrás procurava encontrar modos de minar ambas para poder depois tomar conta do petróleo que era (não é mais) do Brasil.

Wikileaks mostrou como o liliputiano golpistinha agia de escondido, secreto, mandando informações para uma embaixada estrangeira sobre aspectos internos  & delicados de política nacional que pudessem ser usados por instrumentos de inteligência para desmantelar o país.

E foram. 

Desde os ataques monstruosos de 11 de setembro aos EUA o plano vem sendo descortinado. Inventou-se o inimigo inexistente do extremismo terrorista, acionado sempre que se precisa estimular no público um ódio vingativo, um sentimento fascista de grupo racial ou nacionalista, uma intervenção militar em área geoestratégica ou com fontes de energia desejáveis para os próximos anos, quando fontes de energia se tornarem muito raras & caras.

Estava já tudo às claras no documento sobre a Nova Ordem Mundial, de um grupo de poderosos que começou a traçar esse plano no fim dos anos 1990, mas que vinha de muito mais longe, desde antes de famosos apertos de mão com Saddam Hussein. 

Delineado linha a linha. Pode ser aplicado a isso que era o futuro deles com muito mais exatidão do que as Centúrias de Nostradamus jamais puderam (& bem que o velho adivinho gostaria).

Em uma palavra, plano. 

Os próximos passos também estão claros: o Brasil, como algumas outras, será uma nação escrava na Nova Ordem Mundial, uma versão de serviços do antigo colonialismo. 

Multidões sem direitos trabalhistas serão "empregadas" por uns míseros trocados para feitores brasileiros de senhores estrangeiros. Miséria nunca vista cobrirá as ruas das cidades, & a massa que não se conformar será esmagada por militares, também parte do método Jucá de Golpe de Estado: "com o STF, com tudo".

Com tudo.

Esses feitores brasileiros são os políticos de direita, parte significativa dos grandes empresários e do exército & suas ramificações ainda mais sombrias, porque inivisíveis (& quem levanta o véu para ver, como sabemos, acaba indo ver também as raízes das plantas).

Houve casos extremos, como a Síria, & o melhor, para os verdadeiros senhores deste país, é que sequer precisaram invadi-lo com força militar, fazendo uma sujeira danada & criando um problemão para explicar a encrenca no futuro: os brasileiros entregaram tudo o que tinham voluntariamente, & achando bom. 

"De mão beijada", como se diz por aqui, expressão de gente servil ao velho mundo reinol, o da velha colônia. 

Os brasileiros são escravos dóceis, o melhor tipo de escravo que há.




Pedem que os militares venham botar ordem no coreto. Mas não se perguntam:

a) Onde estavam os militares quando houve um Golpe de Estado contra presidente eleita democraticamente, & inocentada então por perícia técnica do Senado, inocentada pelo Ministério Público, & hoje com atestado completo de idoneidade? E para pôr bandidos no lugar dela?

b) Onde estavam esses militares "patriotas" quando a cúpula golpista doou para os estrangeiros nossas maiores riquezas, nossos recursos naturais, o petróleo, a água, nossas terras? 

c) Onde estavam esses militares salvadores quando o golpistinha chamou uma superpotência para pôr uma base militar na Amazônia? 

d) Onde estavam os militares "patriotas" quando juízes soltaram todos os corruptos da lista do Garoto Juká lá na conversa com o chapa da Transpetro, o acordo com tudo?

e) Onde eles estavam quando prenderam um líder popular, ex-presidente, inteiramente inocentado pela única prova que se conseguiu, a prova de que o triplex pelo qual está encarcerado numa solitária não é dele? 

Nesse último caso, os "patriotas" se agitaram & saíram ameaçando o STF que, se não prendesse o inocente, estavam prontos a intervir. De resto, estavam do lado, literalmente do lado, do Brasil golpista. 

Bolsonóia também acha que a Amazônia não é parte do estado nacional do Brasil & pode ser doada convenientemente.

Quem pede intervenção militar assina uma declaração simples & direta de completo retardo mental.


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Guilherme Boulos, candidato a presidência da República pelo PSOL escolheu um herói excelente, perguntado sobre no Roda Viva: Zumbi dos Palmares. 

Esse não se entregou. Mas o repugnante mediador já havia avisado Boulos antes - mediador com sorrisos de mordomo covardemente assassino (parecidos com o do golpistinha) - que gente como ele acaba não podendo governar, apeado do poder de um jeito ou de outro.

E Boulos, uma das poucas pessoas de brio no país ainda vivas & fora da prisão: "Nós queremos governar para os 99%, não para o 1%. E não vamos aceitar chantagem de ninguém."


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É importante ir assistir ao premiado documentário O Processo (2018), de Maria Augusta Ramos, sobre os bastidores do Golpe de Estado de 2016. Está em cartaz, faz algum tempo, já.

O filme é sólido: mostra sem dó as contradições & os erros do Partido dos Trabalhadores, mas mostra, sobretudo, a canalhice de se aproveitar isso, que é inerente à democracia, para desmontá-la de modo irresponsável, arrastando o país à completa ruína que estamos já próximos de presenciar.

O documentário termina de modo oracular. 

"Ficou muito claro para a sociedade brasileira
qual é a aliança pelo impeachment: reúne
corruptos, torturadores e traidores da pátria."

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