O professor, tradutor, crítico & escritor Boris Schnaiderman,
em retrato de Thiago Lins
Um dos mais importantes intelectuais do país, Boris Schnaiderman, morreu ontem em São Paulo, aos 99 anos. Nascido na Ucrânia no ano da Revolução Russa, chegou a presenciar a filmagem das cenas da escadaria de Odessa, do Encouraçado Potémkin, de Eisenstein, antes de vir para o Brasil, em 1925.
Tradutor fundamental de autores como Tolstói & Dostoiévski, Schnaiderman se notabilizou também pelo trabalho conjunto com Augusto & Haroldo de Campos traduzindo poesia russa de vanguarda (mais tarde apresentou Maiakóvski no estudo A Poética de Maiakóvski), que não apenas trouxe para o público brasileiro algumas das mais ousadas invenções do cubofuturismo, mas estabeleceu uma efetiva & peculiaríssima colaboração em tradução poética.
Schnaiderman havia publicado recentemente (2015) suas memórias do período da Segunda Guerra Mundial. Naturalizado brasileiro em 1941, participou das ações da Força Expedicionária na Itália & reuniu essas memórias no Caderno Italiano (publicara antes a ficção Guerra em Surdina).
Seria difícil superestimar sua importância para o estudo da língua & da literatura russas no Brasil: Schnaiderman foi o nome em torno do qual orbitaram todos aqueles que se dedicam & dedicaram ao ensino da língua (criou o curso de Língua e Literatura Russa na USP, para um bom exemplo) & ao trabalho de tradução literária, dos anos de 1960 até hoje.
Mar de 10.000 pessoas descendo a Consolação em São Paulo,
dizendo em uníssono: "Fora, Temer"
Cada vez mais evidente, a canalhice dos golpistas está agora sendo vista pelos olhos do mundo todo. Haverá uma postagem aqui no Demônio sobre o que o governo golpista, biônico & usurpador, está destruindo (em 5 dias, destruiu muito do que se construiu em 15 anos) daquilo que foi a breve elaboração de uma democracia que se queria mais pluralista, mais inclusiva.
É preciso atacar esse Golpe de todas as formas conhecidas & a inventar, impedir que nos roube, & denunciá-lo ao mundo. O ato aqui em São Paulo, no último domingo, reuniu 10.000 pessoas nas ruas, cobrindo a Consolação toda, numa passeata vinda da Praça do Ciclista até a Praça Roosevelt, contra o usurpador Michel Temer (no Rio, dias antes, a Cinelândia se viu coberta de 15.000 manifestantes), & o mesmo domingo teve enormes manifestações no país inteiro.
"Há um Golpe de Estado no Brasil", com Sonia Braga à frente,
a equipe de Aquarius mostra no Festival de Cannes o que a imprensa
brasileira quer esconder do mundo.
Agora, além da relatora Victoria Tauli Corpuz, da ONU, que criticou em relatório oficial a atitude totalitária (uma das primeiras, & muitíssimo simbólica desse usurpador) de fechar o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, a equipe do filme Aquarius, exibido em Cannes, manifestou ao mundo o repúdio ao Golpe de Estado de Michel Temer & de toda sua turma ilegítima no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=btAuHgJcrjM
"Parem o Golpe no Brasil" e "Vamos resistir",
na sala de exibição em Cannes.
E The Young Turks: completamente perplexo, Cenk Uygur não sabe se ri ou se explica o absurdo completamente insano do Golpe fantasiado de impeachment. O vídeo é engraçadíssimo, porque a gente supõe que qualquer pessoa normal reagisse como Uygur. Mas se você lê jornais & revistas infectados de golpismo aqui...
"Pedaladas fiscais? se for por isso vamos ter de prender
A resistência está crescendo, os atos contra o Golpe de Estado estão cada vez maiores & devem parar o Brasil com protestos nas próximas semanas. Fechar ruas, avenidas & rodovias, ocupar todos os lugares públicos com a visibilidade da rejeição a este que, inelegível por 8 anos, arranjou um modo de se meter no poder ilegitimamente.
Vamos expulsá-lo de lá, como merece.
Chega da mentira da mídia: o país não quer essa gangue golpista. Vamos aceitar um Golpe de Estado?
Hoje, Dilma Rousseff, eleita democraticamente pelo voto de 54 milhões de brasileiros para seu segundo mandato de presidente, foi afastada do cargo por um Golpe de Estado orquestrado por uma mídia de massa explicitamente golpista, um grupo de empresários, políticos de direita (entre eles grandes corruptos, apologistas da tortura & do estupro, homofóbicos, restos da ditadura, etc) & a pior parte do judiciário. Disfarçando o Golpe com um processo ilegal & fraudulento (& velocíssimo) de impeachment contra uma presidente sem acusação de corrupção ou crime de responsabilidade, o grupo perdedor nas urnas pôde assim plantar no poder um presidente biônico, ficha-suja, fantoche de grandes privilégios & de interesses estrangeiros, cujo mandato usurpador começará, oportunamente, nesta sexta-feira, 13.
Luiz Gê apresenta a versão condensada do nosso presente terror
O desastre, anunciadíssimo, não pôde ser evitado por nada. Não pôde ser evitado pelas advertências da classe intelectual, nem pelas advertências da classe artística, ambas presentes em peso & entre eles algumas pessoas que tiveram o infortúnio de ver o outro Golpe, o de 1964; não pôde ser evitado por tentativas de pressão popular nas ruas (não se engane, a maioria deste povo está contra o Golpe, a despeito do que mentem os jornais voluntariamente); não pôde ser evitado pela pressão da consciência jornalística internacional, que ficou estarrecida de ver um Golpe orquestrado pela mídia & pelo que há de pior na sociedade brasileira, até mesmo rindo daquele dia 17 de abril, dia que entrou para a História da Infâmia Universal; não pôde ser evitado por manobras políticas; não pôde ser evitado por mais de 8 mil juristas apontando o absurdo que se cometia ilegalmente, contra a constituição, contra o Estado de Direito, contra a democracia.
Em resumo: não pôde ser evitado.
O que significa que os poderes envolvidos estão muito além de qualquer esforço, qualquer consciência democrática, qualquer disposição para a luta, exatamente como em 1964. São interesses tão profundos que não conhecem nenhuma espécie de legalidade & passam como um trator sobre o Estado de Direito.
Não obstante, a luta continua, agora para pemanentemente acusar o falso governo do golpista, o usurpador Michel Temer - que aliás cumpre apenas sua vocação de muitos anos de espera por uma oportunidade ilegal para ansiosamente agarrar o poder, mesmo que como mero fantoche da classe mais rica & conservadora no Brasil, dos políticos que têm poder de fato & ficarão sobretudo nas sombras, & dos interesses estrangeiros que avassalarão a nossa, ah-ham, "soberania" definitivamente.
Assisto, de dentro, à ruína do Brasil. Mas seria interessante, para contrapor a mais um momento que juntará a vergonha de estar aqui, a pouco mais do que olhar, & o desgosto de saber que o retrocesso não destrói apenas a recente democracia, mas lançará o país a níveis de antes de 1984 (em alguns casos do Plano Ponte para o Inferno, a antes da década de 1930), seria interessante postar algumas últimas coisas, um pouco de luz.
Para começar, é bom lembrar que devemos este presente Golpe de Estado de 2016 à mídia: às Organizações Globo, à Folha de São Paulo, ao Estado de São Paulo, & a um bom número de revistas que, como os veículos acima mencionados, estiveram sempre do lado dos Golpes & contra a população brasileira, defendendo os interesses do 1% (ou menos) de mais ricos. Se não me acreditam, dêem uma boa olhada no seguinte quadro, já que uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o velho deitado:
Capas da revista Veja, bastante reveladoras
do serviço prestado ao Brasil:
ao menos, não se pode dizer que a revista
tenha sido incoerente.
Notem a alegria na cara de Aécio Neves
ao fazer parte da brincadeira.
A Veja é um exemplo excelente: esteve do lado de tudo o que de pior houve no Brasil. Hoje, a revista é um dos veículos de imprensa diretamente envolvidos no Golpe de Estado de 2016, como esteve (Veja acima) envolvida no Golpe de 1964, & esteve ligada à Globo na promoção ativa de ninguém menos do que o "Caçador de Marajás", Collor de Mello.
Há uma capa da Veja muito interessante, do período da ditadura militar, esta aqui:
"Comando firme", segundo o que a Veja
chama jornalismo,a prática de censura, prisões arbitrárias
de opositores do regime, tortura sistemática,
& outros crimes contra a humanidade
sob o ditador brasileiro, que a revista
não obstante lambia como um bom cachorrinho,
como lambe a versão disso hoje.
A defesa do pior, na imprensa de grande circulação do Brasil, é constante. Pessoas que não se beneficiam nem se beneficiaram de nada disso compram essas revistas, esses jornais, esses programas de TV, e, junto, compram a atitude que esses veículos promovem como prática jornalística, quando não passa de panfleto dos piores, mais violentos, atrasados buracos da vida pública brasileira, novamente, o interesse desse 1% inescrupuloso de ricos.
Hoje o Senado afasta Dilma Rousseff, presidente legitimamente eleita pelo voto democrático de 54 milhões de brasileiros, sem quaisquer acusações de enriquecimento ilícito, sem nem cheiro de crime de responsabilidade em sua experiência no governo, abreviando seu segundo mandato em mais de 2 anos, no que constituirá um Golpe de Estado, desta vez dado pela mídia em conluio com parte do empresariado (a Fiesp está neste Golpe como esteve em 1964) & com os piores esqueletos no armário da nossa política & do nosso judiciário (vocês sabem quem é Gilmar Mendes, não sabem? Quem passa a alguns metros dele tem de tomar banho imediatamente).
O Brasil foi advertido várias vezes, uma delas no próprio Senado - que agora banca os três macacos, tapando olhos, ouvidos & boca -, por ninguém menos que um Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel. Para quem não viu, não ouviu nem comentou, vai aqui, para a vossa comodidade:
Esquivel ressalta, como tem sido importante ressaltar nos últimos meses, que se trata de um Golpe.
Fogo nas ruas: desobediência civil diante do Golpe é,
para a imprensa, "baderna, violência".
O Golpe é a maior violência que se pode cometer contra a população deste país: curiosamente, ontem, quando a resistência ao Golpe começa a se tornar fisicamente mais forte (& sem dúvida isso vai crescer), os jornais que deram o Golpe reclamam da "violência". Em outras palavras: "é o seguinte: vamos dar um Golpe de Estado. Vocês fiquem quietinhos aí."
"Já vai acabar, pessoal, ninguém se agite.
Continuem agindo como se nada estivesse acontecendo,
não toquem fogo nas ruas."
Se você protestar, se agir no seu direito de desobediência civil numa tal circunstância, é claro, você é um bandido. Bandidos não são os que estão nas duas casas do Legislativo roubando o seu direito ao voto, entre outras coisas roubáveis que eles roubam impunes. Sobre isso, há uma ótima charge que saiu no jornal La República, do Peru, sobre isso aqui no Brasil:
"É preciso destituí-la, porque fomos nós que roubamos!",
a lógica elementar por trás do Golpe.
A imprensa brasileira agora deseja que o brasileiro & a brasileira sejam dóceis & aceitem que perderam. Se não aceitarem & forem para as ruas interromper rodovias & avenidas com atos, passeatas, com barricadas de fogo, são baderneiros, violentos, o que torna quase uma obrigação moral fazê-lo.
Dois pesos, duas medidas, o jogo da imprensa.
Aqui no Brasil, naturalmente, nossos quadrinistas também estiveram atentos ao Golpe. Um dos mais freqüentes sobre o assunto, também um dos mais talentosos, Laerte, nos deu algumas pérolas para futura referência. Esta aqui, sobretudo:
Sem os militares
É uma charge que resume tudo, como eu dissera já em agosto de 2015, aqui mesmo neste Demônio, que poderia dizer, com o Hamlet de Shakespeare, quando, da boca do fantasma do pai, descobre a usurpação, "o my prophetic soul":
onde sentam, com honrosas exceções (estou olhando para você,
bravíssima, corajosa Leci Brandão), uns canalhas
Alunos secundaristas ocupam a Assembléia Legislativa de São Paulo: enfrentaram a polícia & um bando imundo que teme a CPI da Merenda. Seria bom se houvesse gente como eles para fazer o mesmo em Brasília, na Câmara dos Deputados, onde se viu a mais pútrida & infecta escória já reunida em alguns metros quadrados (quadradíssimos, aliás) na votação do Golpe, que estarreceu o mundo inteiro.
Estudantes começam a se manifestar no país todo.
E a Câmara dos Deputados em Brasília precisa de um sério serviço de dedetização: algo forte contra baratas, baratas de tamanho kafkiano.
*
Em tempo: a tropa de choque teve de sair pelos fundos do Centro Paula Souza, pois estava lá, além de todo absurdo do abuso de poder envolvido na coisa, sem mandado. Alguém no topo dessa administração não passa de uma cria nojenta saída do traseiro de um ditador militar: tenho um palpite, natürlich.
Em todo caso, um poema de 2013, publicado na coletânea Vinagre, que já combatia esse tipo de abuso de poder, mostra que um bom retrato não envelhece, porque capta a essência do retratado:
retrato
de um governador
o governador acorda, bebe chumbo
e espalha pólvora no pão.
o governador obtura suas cáries com balas,
cobre as vítimas com o sudário
piedoso de um cristo
todo em sangue.
o governador é um ditador da lei do mais forte,
e tem cães de guarda que vestem farda
e não respondem à razão ou à justiça.
o governador enrola cobras nos microfones,
arranca olhos com mão em luva de pelica.
o governador quer a ordem dos corpos no chão
e protege os
eleitores de si mesmos.
o governador é um homem bom em casa,
mesa & banho. usa um rodo pro dinheiro,
e faz a ronda do complexo midiático.
o governador tem mãos em todos os bolsos,
em todos os coldres, e puxa gatilhos
com a língua. o governador sabe de cor
e salteado as cidades do estado.
ao governador falta um pouco de telhado.
são
paulo, 13 de junho de 2013
*
E a UNE já disse que não reconhecerá a presidência daquela ratazana usurpadora, que espero que tenha o destino funesto dos usurpadores do teatro antigo. Macbeth pelo menos tinha sido valoroso antes de se tornar um completo imbecil via ambição. Já esse nosso liliputiano covarde golpista é um merdinha muito pior do que Ricardo III. Logo vai estar chiando por um cavalo, pelo qual dará seu trono de usurpador.
Isso tudo me sugere que talvez seja a hora de recordarmos a sabedoria antigolpe de Hélio Oiticica (1937-1980), porque os próximos meses precisarão de dose extra de força.
seja marginal seja herói (1968):
desobediência civil de volta à ordem do dia
Ignoraram a Constituição, acabando com a breve democracia que o país teve.
Logo, ninguém tem a menor necessidade de obedecer a um governo ilegal, infestado por todo lado de golpistas, corruptos, apologistas do estupro, da tortura, hipócritas & criminosos de toda espécie. Ao contrário, dificultar as coisas para quem está roubando ao país sua liberdade & suas instituições é nada mais do que a obrigação: desobediência civil.
O jornalista Alex Solnik: "Rumo a 1964"
Há gente avisando faz tempo (eu, desde o começo de 2015) a que tipo de cenário nos dirigimos. Mas ninguém o fez de modo tão objetivo & sem rodeios quanto Alex Solnik acaba de fazer no site de notícias Brasil 24/7, aqui: http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/229961/Rumo-a-1964.htm Estamos rumo a 1964, agora sem volta. Vamos reagir de acordo.
Uma pequena compilação daqueles que, vendo de antemão o desastre em curso, não têm o menor pudor de usar a única palavra que descreve o que acontece aqui: golpe.
Primeiro, entrevista do grande fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado, na França:
Salgado: "É um Golpe de Estado o que acontece no Brasil"
E um bom apanhado do que a mídia internacional tem dito, muito diferente da covarde & golpista mídia brasileira, onde há quase só ratos nas redações de jornais, revistas & nas TVs, manchados de vez para a História & humilhados pela franqueza de verve até cômica dos veículos de comunicação estrangeiros:
Irish Times: "Brasil envia os palhaços para votar o impeachment de Rousseff"
Mídia Ninja: outro dos poucos lugares a furar o bloqueio a informações verdadeiras.
O que nos recorda o velho Abe Lincoln, quando disse celebremente: "Você pode tapear todas as pessoas por algum tempo, e tapear algumas pessoas o tempo todo, mas você não pode tapear todas as pessoas o tempo todo".
A máscara do "impeachment" caiu faz tempo; a máscara da luta contra a "corrupção" também: onde estão os integralistas de verde & amarelo para fazer as maninfestações deles agora contra o escândalo da merenda no estado de São Paulo (que lança, covarde & novamente, a tropa de choque contra corajosos alunos do Centro Paula Souza)?
A tropa de choque do Alckmin: qualquer semelhança com a ditadura militar é mera coincidência? O velho costume brasileiro em prática (foto: O Mal Educado)
Onde estão os integralistas de verde & amarelo para sair às ruas contra a corrupção que está para ganhar de presente, num Golpe de Estado, o governo federal? Cadê os amarelinhos na rua contra Eduardo Cunha?
Resposta: amarelaram. Ou já eram de início uns desbotados, mesmo.
Não tinha nada que ver com combate à corrupção, já que Dilma Rousseff é a única de ficha limpa. A ralé que quer tomar o poder está toda naquele cercadinho, rolando na lama, com a conivência do judiciário, da mídia & dos amarelões.
Eles se enfrentam agora no cinema, mas há duas coisas a se aprender com Homem de Ferro & Capitão América, precisamente no momento em que o Golpe de Estado toma forma & acontecerá no Brasil em dez dias.
Homem de Ferro & seu recado para o golpista Loki:
Você não entendeu: não há trono, não há versão disso em que você possa sair por cima. Talvez seu
exército venha e talvez seja demais para nós, mas fica tudo na sua conta.
Porque se não pudermos proteger a Terra, pode estar certo de que a vingaremos.
Capitão América, enfrentando um metido a besta que achava que já ganhou, & o Homem de Ferro, mesmo com o risco de perder:
Posso fazer isso o dia todo
O bom de bico
E daí aproveito a deixa & direciono a gentil leitora & o gentil leitor ao excelente blog O bom de bico, no qual se encontram as melhores desmistificações do rolo compressor de mentira servido dia a dia pela mídia no Brasil,mídia golpista enfática & sem vergonha nenhuma.
O bom de bico é culto, claro, direto, sucinto, elegante, divertido & exato. Perfeito para acordar quem não acordou, &, para os acordados, um dos poucos lugares distantes da infestação de zumbis que tomou o país. Ele tem a vacina anti-morto-vivo:
Nasci em 1975. Publiquei a duras penas quatro livros de poesia: MCMXCVIII (Badaró, 1998), Descort (Hedra, 2003), Icterofagia (Hedra, 2008) e Transformador (Demônio Negro, 2014). Traduzi & anotei um livro de poemas de Ezra Pound, Lustra (2011). Publiquei ensaios, traduções & otras cositas neste Brasil, no México, nos EUA, no País de Gales, em Portugal, na Argentina, na Alemanha, na Inglaterra, na Espanha, na França & na Itália. Escrevo o presente blog no esquema otium cum dignitate.